quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Paramore


Paramore é uma banda de rock alternativo, formada em Franklin, Tennessee (Estados Unidos), em 2004. A banda ficou famosa em diversos países com sucessos como: "That's What You Get", "Misery Business", "Decode", Emergency", entre outras.

Depois de algumas mudanças, a banda hoje é formada por Hayley Williams (vocal e teclado), Josh Farro (guitarra solo e vocal de apoio), Jeremy Davis (baixo), Zac Farro (bateria) e Taylor York (guitarra base).

Em 2002, quando tinha treze anos de idade, a vocalista Hayley Williams mudou-se de sua cidade natal Meridian, Mississippi para Franklin, Tennessee onde ela conheceu os irmãos Josh e Zac Farro na escola. Pouco tempo após a sua chegada, ela começou a fazer aulas de canto com Brett Manning. Antes de formar o Paramore, no entanto, Williams e o baixista Jeremy Davis participaram de uma banda chamada Factory, enquanto os irmãos Farro tocavam juntos depois da escola. A banda foi oficialmente Formada por Josh Farro (guitarra e vocal), Zac Farro (bateria), Jeremy Davis (baixo) e Hayley Williams (vocais), em 2004, com a entrada posterior do vizinho de Williams, Jason Bynum (guitarra rítmica). Eles colocaram o nome Paramore, que é derivado do nome de um antigo baixista da banda, do tempo em que eles ainda tocavam na garagem, uma vez que o grupo descobriu o significado da palavra Paramour ("Amante secreto"), que soa idêntica ao nome escolhido, eles decidiram adotar o nome, usando a ortografia Paramore. A primeira canção da banda que foi escrita em conjunto foi "Conspiracy", que mais tarde foi utilizada em seu primeiro álbum.

Durante os anos seguintes, o Paramore se apresentou em locais fora da área da grande Nashville, incluindo os concertos e festivais Purple Door e Warped Tour. John Janick, CEO e co-fundador da da gravadora Fueled by Ramen, ouviu demos da banda e foi a um concerto para ouvi-los ao vivo. Depois de uma pequena apresentação em um armazém, a banda assinou com a gravadora, em Abril de 2005.

A banda viajou de volta para Orlando para gravar seu álbum da estréia All We Know Is Falling, mas pouco tempo depois, Davis optou por deixar a banda citando razões pessoais. Os outros membros continuaram a gravação do álbum, escrevendo "All We Know" sobre a saída de Davis.

O álbum também refletiu a dor da perda do integrante como explica Williams, "O sofá (na capa do All We Know Is Falling) com ninguém lá e a sombra à curta distância, é sobre Jeremy nos deixando e nós nos sentindo como se tivesse um espaço vazio". A gravação para All We Know Is Falling levou três semanas, e o material promocional para o álbum mostrava apenas os quatro membros restantes. Antes da turnê, a banda adicionou John Hembree (baixista) para substituir Davis. Durante este Verão, Paramore se apresentou no Shira Girl Stage de 2005 com a Warped Tour. Ao ser convidado pela banda a voltar, Davis retornou ao Paramore depois de cinco meses separados. All We Know Is Falling foi lançado em 24 de julho de 2005 e alcançou a posição #30 no Heatseekers Chart da Billboard.

Paramore começou a gravar seu segundo álbum Riot! em janeiro de 2007, terminando a produção em Março, sem a guitarra de Hunter Lamb (que deixou a banda no início de 2007 para se casar); sem Lamb, o guitarrista solo Farro foi obrigado a desempenhar todos os papéis de guitarra no álbum.

Lamb foi desde então substituído pelo guitarrista Taylor York, que tinha estado em uma banda com os irmãos de Farro antes de que os dois encontrassem Williams. Depois de ser cortejado pelos produtores Neal Avron e Howard Benson, Paramore optou por gravar Riot! com o produtor de New Jersey, David Bendeth (Your Vegas, Breaking Benjamin), lançando o álbum no dia 12 de Junho de 2007. Riot! entrou na posição #20 na Billboard 200 e na #24 nas paradas do Reino Unido. O álbum vendeu 44 000 cópias na primeira semana nos Estados Unidos. O nome Riot! havia sido escolhido porque ele significava "uma súbita explosão de emoção descontrolada", e era uma palavra que "resumia tudo." O primeiro single do álbum, lançado em 21 de junho de 2007, "Misery Business", é, de acordo com Williams, "mais honesto do que qualquer coisa que eu já escrevi, e os caras igualaram a emoção musicalmente."

Fresno


Formada na cidade de Porto Alegre/RS, a banda Fresno mistura suas influências de hardcore com Pop, melhor traduzidas em seu mais recente trabalho de estúdio, Redenção.

O conjunto é formado por: Lucas Silveira (vocal e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra), Rodrigo Tavares (baixo e backing vocal) e Rodrigo Ruschel (baterista).

O Fresno tem quatro álbuns oficiais: Quarto dos Livros (2003), O Rio, A Cidade, A Árvore (2004), Ciano (2006) e Redenção (2008)

Sobre o cd Redenção:

Esqueça a angústia da guitarra, o choro em profusão e a ansiedade adolescente de querer acelerar sempre um pouco mais. Quebrar diariamente os vínculos com o passado fez do quarto disco do Fresno um rompimento com aquela agonia juvenil. Não apenas uma ruptura calcada em relacionamentos, mas também com o cenário que o quarteto de Porto Alegre rascunhou por árduos oito anos.

Nessa highway, o prêmio de banda revelação na MTV, em 2007, as 30 mil cópias vendidas de maneira independente ? de seus três primeiros álbuns ? e os mais de 20 estados percorridos pelo Brasil cristalizaram a tendência da banda para ser um fenômeno da atual geração. Dos milhões de downloads via internet desde 2003, o grupo conduzido pela voz de Lucas Silveira entendeu a responsabilidade que cabia a ele: era necessário sair de vez do saco hardcore melódico (chamado por alguns de emo) que foi colocado quando estourou em 2006, com o álbum Ciano.

Redenção, primeiro disco lançado pela dupla Universal/Arsenal, poderia ganhar a alcunha de recomeço. Os teclados na abertura de "Sobre Todas As Coisas Que Eu..." alertam para o que aguardar nas 12 faixas seguintes. Se anteriormente os riffs eram catalisados pelo hardcore californiano, agora, Keane e Coldplay são as referências. A temática permanece a mesma. Mesmo assim, amor e amargura admitem um requinte. "O CD está pop, bem produzido e com letras mais sofisticadas", fala Lucas. "Dei um duro para acrescentar versos maduros." Seguido deles, há a disciplina do vocalista. "Antes minha voz parecia desesperada. Agora está suave", comemora.

A faixa título, mesmo quando levada ao extremo no refrão "...desligue o rádio e a TV, porque no seu domingo eu vou aparecer...", ganha sutileza na voz maturada do cantor. A canção fala de ex-namoradas e dá a feição do que os rockstars nos seus 25 anos falam na mesa de um bar.

A música de trabalho, "Uma Música", é simples. Pilha pelo refrão e pela necessidade de ser uma válvula de escape. Riffs como o de "Europa" e "Passado" são marcantes e provam o quanto os anos de estradas fazem bem. O da primeira traz à cabeça os anos 80 enquanto o da segunda refresca com seu quê de Foo Fighters. Já "Milonga" fecha o CD de forma amargurada. Segundo Lucas "é a música que vai fazer muita gente repensar sua opinião sobre a Fresno".

Produzido por Rick Bonadio (CPM 22, NX Zero), Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia, Redenção vem como uma lufada de boas intenções. Em um momento paradoxal em que cada vez mais se ouve música e menos se vende CD, acompanhar o Fresno pode ser uma dica de para onde a música e o mercado nacional irão daqui para a frente.

NX Zero


Existem duas maneiras de se encarar e apresentar uma banda: pelos fatos ou pela impressão que esta causa. No caso dos paulistas NX Zero, que têm idades entre 21 e 22 anos, ambos importam. Vamos primeiro aos fatos, contra os quais não há discussão.
O conjunto existe há cinco anos, tempo suficiente para lançarem dois discos, sendo que este, homônimo, é o primeiro por uma gravadora grande, Arsenal, e já com as quatro mãos de dois midas do gênero na mesa de som, Rick Bonadio e Rodrigo Castanho.

O clipe da música que abre o disco, ?Além de Mim?, tem alta rotação na MTV e já chegou ao topo do programa ?Disk?. No embalo, o quinteto já rodou do Sul ao Centro-Oeste do país, tocando com bandas como Dead Fish, CPM22 e Cachorro Grande. No ano passado, levaram de uma tacada os prêmios de melhor banda e música (?Além de Mim?) em votação popular no site Zona Punk, à frente de big shots com carreira já sedimentada nas rodas de pogo.
Feita a apresentação formal, vamos à música, que é o que importa.
NX Zero é uma banda que trafega com a cabeça erguida no subterrâneo do rock, em mistura suculenta do poder de ataque do hardcore sovada em vocal e camadas instrumentais de melodia. As letras trafegam menos pela emoção (ou falta de) e mais por viagens interiores.

Introspecção que ganha dramaticidade em camadas de guitarras e sustentação vigorosa da cozinha bateria e baixo.
A já citada ?Além de Mim?, primeira do disco, é exemplo redondo ? uma guitarra enfurecida prenuncia um quebra-quebra generalizado, suavizado pela melodia vocal e um morde-assopra conduzido por Dani Weksler na bateria. ?Conseqüências? mantém a levada, com um dueto encaixado no ângulo no refrão.
?Razões e Emoções? é o cartão de visitas introspectivo do NX Zero, com densidade que dá a impressão de que o ar que envolve a música pode ser cortado com uma faca.
Com ?Um Pouco Mais?, no embalo da letra do hateen Rodrigo Koala, a banda fica mais emotiva, mas não perde o rebolado nem ?com um nó na garganta?. O apelo emocional segue em ?Ilusão?, música que prestigia tanto a cadência quanto o peso.


O NX Zero pega pista livre e acelera em ?Apenas um Olhar?, mantém a velocidade lá em cima em ?Pela Última Vez? e em ?La Prision? e encara uma descida em ponto morto em ?Incompleta?. ?E se Tudo Der Errado??, questiona o vocalista Di Ferrero em ?Círculos?, música sob medida para o baixista Caco Grandino colocar o pé no retorno e tomar a rédea. ?Tarde Demais? é uma bela balada que abre a porta e estende o tapete para a bate-cabeça e bilíngüe ?Uma Chance?. "Mentiras e Fracassos? soa heavy metal no riff inicial dos guitarristas Gee Rocha e Fi Ricardo até Dani espancar seu kit e reconduzir o som para o trilho HC.

E ?Um Outro Caminho? é o desfecho que condensa todos os elementos acima ? melodia vocal, peso, quebradas, boas letras, guitarra potente, baixo preciso.
Você pode até duvidar de tudo o que foi dito a partir do sexto parágrafo deste texto, quando passamos da objetividade dos fatos para a subjetividade de como a música nos toca. Por isso proponho um desafio: que coloque o CD para rodar e tire as próprias conclusões. No final, pode até não concordar comigo, mas não há como ignorar a trupe de fãs que endossa as conquistas do NX Zero dos primeiros cinco parágrafos.

Avril lavigne


Original e sem pedir desculpas. Sem vergonha. O primeiro álbum de Avril Lavigne Let Go deu à jovens mulheres uma voz desafiadora e a colocou em músicas com as quais elas podiam cantar. Quatorze milhões de álbuns vendidos e oito indicações ao Grammy depois, a cantora canadense volta com Under My Skin, mas se você está esperando a mesma coisa de antes, você está enganado. Essa não é uma garota que descansa depois do triunfo.

Under My Skin começa com as dramáticas canções “Take Me Away” e “Together”, que abrem caminho para as guitarras radicais e refrão pronto para o rádio de “Don't Tell Me”, uma canção de força feminina que continua de onde “Complicated” parou. A partir daí, é uma sequência de licks de guitarras de três acordes (“He Wasn't”), e otimismo (“Who Knows”), junto com melodias aconchegantes (“Freak Out”) e faixas com um clima de tristeza (“Forgotten”, “Nobody's Home”) que revelam um lado mais sombrio de Avril Lavigne.

“Eu cresci tanto nos últimos dois anos,” admite a nativa de Napanee, Ontario. “Eu passei por muita coisa, aprendi muito, e tive experiências boas e ruins. Essas canções são sobre tudo isso, e cada uma é muito pessoal.” Trabalhando com os produtores, Butch Walker (dos Marvelous 3), Raine Maida (da banda Our Lady Peace), Don Gilmore (Linkin Park, Pearl Jam), Avril co-escreveu as doze introspectivas canções de Under My Skin quase em segredo. “Tinha acabado de chegar da turnê mundial e voltei pra Toronto e já comecei a escrever”, ela diz. “Não tinha idéia do que iria fazer. Ninguém tinha. As pessoas pensaram que eu não teria mais sobre o que escrever, mas foi o contrário.”

Depois de um almoço com a cantora-compositora Canadense Chantal Kreviazuk ter se transformado em amizade, Avril e Chantal sentaram para escrever. A química era indescritível. “Nós nos reunimos uma noite e de repente, tinhamos uma canção,” ela diz. “Ninguém sabia o que eu estava fazendo, nem meu empresário, nem minha gravadora.” A dupla se reuniu novamente na noite seguinte e escreveu outra canção. “Fizemos isso durante duas semanas e escrevemos 12 canções.” No verão, Avril se mudou para a casa de Chantal e seu marido Raine Maida em Malibu para começar a gravar. “Eu tinha acabado a turnê há duas semanas, e estava pronta pra gravar,” Avril lembra.

O ar Californiano proporcionou um escape que Avril estava precisando. “Foi uma ótima época pra mim, viver la, longe dos holofotes, e ter minha independência. E minha amizade com a Chantal se tornou uma das melhores que já tive.” Chantal e Avril passavam noites inteiras no estudio aparfeiçoando as canções. Durante o dia, Avril conheceu a cidade indo de carro do estúdio para casa, ou onde mais precisasse ir. Sem fotos, sem entrevistas, sem pressão. Eventualmente elas gravaram a maioria das canções no estúdio de Raine, e essas canções aparecem sem alterações em Under My Skin. O resto das faixas, co-compostas com o guitarrista Evan Taubenfeld (uma das canções com o ex-guitarrista do Evanescence, Bem Moody), foram terminadas na estrada. “Eu estava envolvida em todos os aspectos desse disco. Participei bastante,” ela diz. “Eu sabia como queria a bateria, os tons das guitarras, e a estrutura. Eu entendi o processo muito melhor dessa vez porque estava sempre lá. Sou muito exigente com a minha música.”

Escolher as favoritas das 12 “filhas” é outra questão. “Todas significam tanto pra mim, mas eu amo “Together”, que é sobre estar em uma relação e saber que não vai dar certo. É uma canção que basicamente diz “não está funcionando, querido”. Outras canções falam sobre relações disfuncionais e tem refrões tão cativantes como o de “Complicated” e narrativas da vida real (como “Sk8er Boi”), mas o que verdadeiramente enfatiza o crescimento de Avril são as canções mais posivitas, como “Who Knows” e “Take Me Away”. “Acho que é como estou me sentindo agora,” admite. Canções profundas, com piano como “Together” e “Forgotten” refletem o crescimento, maturidade e mudanças de Avril desde o lançamento de Let Go. “Estou feliz com o que estou fazendo e tenho fé que tudo vai dar certo.” Ela também achou o lado feminino para balancear com o lado “moleque” que a imprensa tanto comenta. “Eu sou tão menina. Sou romântica, e surpreendentemente antiquada,” Avril ri. “Por isso eu escrevi uma canção sobre não se entregar pra qualquer garoto [“Don't Tell Me”].” Deixando de lado as coisas de menina, Avril está ansiosa para levar seu show para a estrada. “É bom cantar novas canções,” ela diz. “Me sinto renovada e estou esperando ansiosamente pelas próximas coisas.”

Otimista ou melancolica, a viagem de dois anos de Avril pela via expressa dos astros do rock moldou sua visão do mundo e a ensinou muito sobre equilibrio. “As canções em Under My Skin são definitivamente mais profundas que as de Let Go,” ela diz. “Mas eu ainda amo uma boa canção pop. Sou basicamente uma garota que gosta de escrever e agitar e que quer que a música seja parte da minha vida pra sempre.”

Ela também é uma garota com uma voz clara e habilidade para incorporar a angustia e entusiasmo da juventude em suas canções.

Cine

A BANDA -- Eles são jovens e têm seus vinte e poucos anos. Nasceram nos anos oitenta e cultivam hoje em dia o gosto pela atmosfera daquela década. No visual, usam e abusam de roupas coloridas. Sempre com calças justas, camisetas apertadas, óculos estilosos, faixas nos pulsos ou na cabeça e tênis vintage de canos longos nos pés. Sim, o look hypado em cores vibrantes chama a atenção. Mas é a sonoridade dos paulistanos DH (vocal), Dan (guitarra e programações), Dave (bateria), Bruno (baixo) e Dash (teclado e programações) que imprime, de fato, as principais características do período e, por conseqüência, da musicalidade da banda CINE.

Com uma proposta pra lá de dançante, o quinteto mergulhou nas mais diferentes influências nacionais e internacionais do cenário musical para produzir um som próprio e cheio de autenticidade. Batidas eletrônicas incorporadas à estética de guitarras energéticas, sintetizadores, vocal cheio de personalidade e letras que falam de dança, curtição e noitadas traduzem o estilo 'powerpop-rock-eletrônico' de CINE. Uma banda que tem conquistado a passos largos o reconhecimento de seu público, que vai de adolescentes histéricas por seus ídolos pop à moçada que curte se divertir e, é claro, dançar, dançar e dançar.

SUCESSO POR ONDE PASSA -- Formada há pouco mais de dois anos (desde março de 2007), o CINE já reuniu atributos e alcançou números expressivos que enriquecem sua recente biografia. Eles foram os primeiros músicos nacionais a ultrapassar a marca de um milhão de execuções no MySpace; já entraram no topo da cena underground das regiões Sudeste e Sul do país; conquistaram um público cativo por todo Brasil graças ao meteórico alcance da internet; foram os escolhidos para abrir os shows dos atuais fenômenos teen McFly e Jonas Brothers, em maio deste ano, incluindo show no Morumbi para 45 mil pessoas; estão entre os finalistas para a categoria 'Banda Revelação' do Prêmio Multishow de Música 2009, dentre outros feitos.

1º CD, 'FLASHBACK' -- Tantas conquistas em tão pouco tempo renderam à CINE o reconhecimento da gravadora Universal Music, que assinou contrato com a banda no início deste ano e, agora em junho, lança ao mercado o álbum de estréia 'FLASHBACK', com 13 faixas inéditas. O nome do CD é uma espécie de alusão e brincadeira com o fato deste tipo de som 'oitentista' estar voltando à tona aos palcos.

A aposta neste primeiro projeto 'pós-fase independente' já pode ser comemorada. Os ótimos resultados do período underground continuam a render bons frutos nesta nova fase. O primeiro single do álbum 'FLASHBACK', Garota Radical, entrou nas paradas das principais rádios do país agora em junho. O videoclipe desta faixa alcançou marca superior a 100 mil visualizações em menos de duas semanas no Youtube. Os CDs colocados para ?pré-vendas on line? esgotaram-se rapidamente. Em paralelo ao lançamento físico nas lojas, CINE disponibilizou o álbum completo para audição em sua página oficial do MySpace. No primeiro dia, mais de setenta mil fãs já acessavam o perfil da banda para conhecer, prestigiar e curtir a novidade.

TURNÊ -- E a maratona destes jovens não para por aí. Junto à fase de lançamento, a banda CINE dá continuidade à atribulada agenda de shows e percorre, inicialmente, as regiões Sul e Sudeste do país, onde já têm um público mais cativo. A ideia é propagar seu som por diversas mídias e, com trabalho árduo e contínuo, conquistar ainda mais adeptos. Para alcançar tal objetivo, os rapazes já têm feito a lição de casa desde o início da carreira: nos primeiros shows na Tribe House, em São Paulo, nas primeiras músicas apresentadas ao público como ?Vem Aqui?, ?Dezembro?, ?Dance e não se Canse?, ?Se você quiser? e ?Garota Radical?, no primeiro EP lançado na web ?80?s?, nos primeiros apoios e parcerias como o da marca Levi?s e muito mais. Mal sabiam que era apenas o começo!

CINE EM NÚMEROS

* 2007 foi o ano de estréia da banda
* MySpace oficial teve mais de 1,3 milhão de execuções desde 2008
* CINE já realizou mais de 200 shows na cena underground
* Flashback é o 1º CD da banda, com 13 faixas inéditas
* Clipe ?Garota Radical? teve mais de 100 mil visualizações no Youtube em 2 semanas no ar
* 45 mil pessoas foi público recorde durante abertura do Jonas Brothers, no Morumbi
* Em 2009 CINE assinou contrato com a Universal Music e lançou seu primeiro álbum
* No 1º dia de lançamento no MySpace, mais de 70 mil pessoas ouviram o CD de estréia da banda pela internet.

McFly


McFly é uma banda inglesa formada por Tom Fletcher (vocal/guitarra), Danny Jones (vocal/guitarra), Harry Judd (baterista) and Dougie Poynter (vocal/baixo). A banda estourou na Inglaterra em 2004 e hoje faz sucesso pelo mundo, inclusive no Brasil.

A discografia da banda conta com quatro álbuns de estúdio: Room on the 3rd Floor (2004), Wonderland (2005), Motion in the Ocean (2006) e Radio:Active (2008).

O McFly começou com duas tentativas frustradas de seus componentes no mundo da música: Fletcher tentou uma vaga na banda Busted, porém não foi aceito. Entretanto, seu talento foi reconhecido e produtores deram uma chance para ele, que começou a compor as músicas da banda Busted, em pareceria com seus componentes.

Já Danny Jones não passou no concurso para uma boy-band chamada V, mas também impressionou os produtores. Nesta época, Fletcher e Jones se conheceram e começaram a tocar juntos. Depois disso, os dois foram contratados pela Universal Music e montaram uma banda, com mais um baterista (Judd) e um baixista (Poyntner, com apenas 15 anos na época). O nome da banda foi inspirado no personagem principal do filme 'De Volta Para O Futuro', Marty McFly.

Desde que lançaram seu single de estréia, Five Colours In Her Hair, o McFly chegou ao sucesso alcançando o topo das paradas de álbum e singles britânicas. O líder da banda, Tom Fletcher, fez história ao compor 10 músicas que foram ao topo da parada britânica de singles, antes mesmo de completar 21 anos. Ele superou artistas como U2, Queen e Robbie Williams. Três dessas músicas foram compostas em parceria com a banda Busted.

Pitty


Desde a infância em Porto Seguro que ela tem seus ouvidos atentos àquela música de potencial subversivo e transformador. Começou com uma fita do conterrâneo Raul Seixas que o pai, músico, tocava no seu bar. Passou pelos Beatles e Elvis, ouvidos em casa pela mãe. E chegou aos decibéis de Faith No More, Nirvana e Metallica, contrabandeados com algum inevitável atraso para Porto Seguro por amigos, justo quando ela entrava na adolescência – fase crítica e decisiva, em que começava a alçar vôo na vida. Pitty se lembra bem: 'aquela música casou com o meu estilo de espírito na época. Eu estudava em escola particular e não tinha luxo em casa. Via as meninas com roupas de grife e não entendia como a imagem poderia ser algo tão importante. Isso me levou a me questionar e me convencer de que o melhor era ser eu mesma'.

Décadas e tantos depois, a convicção ainda está lá em Admirável Chip Novo. 'Ninguém merece ser só mais um bonitinho', canta Pitty em "Máscara", uma das faixas mais pesadas do disco, digna de um álbum do Helmet. Bonita como uma estrela teen, mas com tatuagens, piercings e vestidos pretos que dariam muito assunto num papo com Phil Anselmo (Pantera), a cantora se sustenta no cenário com som, atitude e discurso. Forma e conteúdo se unem no trabalho dessa pequena notável (Pitty foi o apelido que a menina Priscila ganhou por causa da estatura), disposta a mostrar que o tabuleiro da baiana tem muito mais coisas do que a nossa vã imaginação poderia sacar.

Na adolescência em Salvador, a espevitada cantora integrou a banda de hardcore Inkoma, que lançou fita demo, participou de coletâneas e lançou no ano de 2000 o CD Influir. 'E o que impressionava não era o fato de eu ser menina, mas o nosso som, que era muito tosco. É claro, porém, que rolavam algumas piadinhas', diz Pitty, que se beneficiou de uma cena roqueira que na época abria brechas no sufoco axé de Salvador, de bandas como Lisergia, Dois Sapos e Meio, The Dead Billies e Brincando de Deus.

Mas como tudo na vida, o Inkoma acabou. Atropelada pelos acontecimentos, Pitty foi à luta. Aprendeu a tocar violão, foi estudar música na escola da Universidade Federal da Bahia (onde Tom Zé, em outros tempos, teve suas lições de música atonal com o maestro Hans-Joachim Koellreutter) e começou a compor. As letras vieram dos diários que mantinha desde a infância – com eles, por sinal, que ela começou a se alfabetizar. Sem a menor das expectativas, numa tarde vazia, Pitty recebeu um telefone do produtor Rafael Ramos (de discos de Los Hermanos, Raimundos, João Donato, Video Hits, entre outros), que era um dos sócios do Tamborete, selo que lançara o disco do Inkoma. Informado de que ela compunha para um possível trabalho solo, Rafael pediu uma fita com as músicas em voz e violão. E o resto...o resto ainda há de ser história.

Para gravar Admirável Chip Novo no Rio, nos estúdios Tambor, sob o comando de Rafael, Pitty carregou dois dos melhores músicos de rock de Salvador: o guitarrista Peu (do Dois Sapos e Meio) e o baterista Duda (do Lisergia), que tiveram até um grupo juntos, o Diga Aí Chefe. Com punch e categoria instrumental, eles ajudaram a cantora a moldar aquilo que define como 'um apanhado sonoro' de tudo que ouviu na vida. "Teto De Vidro" ('Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra') abre o disco com pulsação metal, indignação punk e uma feminilidade que irá surpreender muita gente. Sem refresco, entra em seguida a também pesada faixa-título que Pitty não esconde, é mesmo inspirada pelo livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, um dos escritores favoritos dessa rata de sebo fissurada por ficcção científica. Bombardeada de manhã cedo na internet por todo tipo de mensagem publicitária, Pitty anteviu um mundo em que as pessoas haviam se tornado robôs – e só ela era capaz de ver a verdade sobre a dominação, como se fosse o herói do filme Matrix. Já o filósofo inglês Thomas Hobbes é a referência de outra pedrada do disco, "O Lobo" ('o homem e o lobo do homem'). E um conto de Edgar Allan Poe, sobre a possibilidade de se fazer parar o tempo, deu a partida para a épica "Tempora", faixa que acabou ganhando uma roupagem a altura das suas intenções: violoncelo de Jacques Morelembaum, violão de Moska e violino de Ricardo Amado, num arranjo cheio de arabescos de Jota Moraes, que não deixa nada a dever a um 'Disarm' dos Smashing Pumpkin ou mesmo um 'Kashmir' do Led Zeppelin.